Célia Lima Freire
Tem 35 anos, 18 deles trabalhados em um famosa grife de doces, em São Paulo, SP. Sua tarefa, durante todo esse tempo, era de inspecionar a qualdade dos produtos da marca, o que lhe rendeu olhos clínicos em busca de perfeição. Há cerca de quatro anos, foi a maternidade que falou mais alto e a fez deixar o emprego. mas não conseguiu ficar tão quieta assim em casa. Com um currículo extenso não parava de ser sondada para retornar a carreira. Voltou, mas não pra o dia a dia de uma empresa. De olho na demanda do mercado e apaixonada pela arte da doceria, desenvolveu a própria receita do bem-casado, que segue os moldes do preparo artesanal. Não tem ateliê, faz tudo em sua casa, sozinha: atende o telefone, bate a massa, corta, recheia, embala, entrega e, se o cliente pedir, monta a mesa da festa. "Gosto de acompanhar todo o processo. Não adianta fazer a receita direitinho e pecar na hora de dispor `a mesa", afirma. E a pergunta que não quer calar: quais são os seus segredinhos?Em um meio em que a maioria não conta o caminho das pedras, ela fala sem melodramas."Preparo a massa mais molinha, que depois do forno da aquela consisência suave na boca", diz.Já sobre o doce de leite, elogiadissimo na desgustação, ela conta que não é nada sofisticado, importado, e coisa e tal. "É apenas leite condensado e gema.O diferencial é botar na panel e mexer bastante, sem pressa, até apurar, para ficar moreninho", revela, O resultado? Um bem-casado harmônico.Ao abrir a embalagem, o recheio tem consitência e não "mela" o celofane da embalagem.
Logo na primeira mordida a massa derrete na boca e dá para sentir que o recheio tem um leve toque crocante.
Matéria da Revista Prazeres da Mesa